94,8% dos profissionais em Portugal já recorreram a ferramentas de IA pelo menos uma vez, e 73,1% fazem-no semanalmente, segundo o estudo “IA – Impacto e Futuro 2025”. Não é uma minoria curiosa: é praticamente toda a sua equipa, a usar ChatGPT, Gemini ou Copilot para redigir, resumir ou tomar decisões, muitas vezes sem que a empresa saiba, autorize ou tenha ensinado a fazê-lo bem. Como resume um artigo recente do Público, a IA já está nas empresas, mas poucos sabem quem está realmente no controlo. Desde agosto de 2026, quando o AI Act (Regulamento (UE) 2024/1689) atinge a aplicação plena, esta prática silenciosa passa também a ser um problema de conformidade — com uma obrigação, o artigo 4.º sobre literacia em IA, já em vigor desde fevereiro de 2025 e que muito poucas empresas cobriram de facto.
O problema não è a sua equipa usar IA. É fazê-lo sem regras.
Proibir o uso de IA não funciona: praticamente todos os portugueses já usam IA, e a maioria admite não ter noção dos riscos que isso implica. O que falha, na maioria das empresas, é tudo o resto: ninguém definiu que ferramentas são permitidas, ninguém explicou que dados não podem ser colados num chat, e ninguém deixou prova de que a equipa percebeu as regras. É exatamente esse vazio que o artigo 4.º do AI Act vem fechar: não proibindo a IA, mas obrigando a geri-la.
O que exige realmente o artigo 4. º do AI Act
O artigo 4.º exige que qualquer organização que use sistemas de IA garanta um nível suficiente de literacia em IA junto dos seus colaboradores, independentemente de a ferramenta ser de alto risco ou de risco mínimo. Na prática, isto traduz-se em três blocos mínimos: o que é a IA e quais são os seus limites (a começar pelas alucinações), que riscos concretos tem cada ferramenta usada por cada equipa, e que responsabilidade cabe a cada pessoa ao usá-la. Não é preciso um curso de programação: o objetivo é que qualquer colaborador use a IA de forma informada, compreendendo as suas implicações éticas, sociais e legais, e que a empresa consiga prová-lo.
O verdadeiro desafio não é jurídico, é operacional
Como explicar a 500, 2.000 ou 10.000 colaboradores o que é a IA, o que podem e não podem fazer com ela, e como ficar com prova de que perceberam? É aqui que entra a Humand.
Da teoria à prova
Comunicar a mudança: com Notícias e Políticas da empresa, publica a política de utilização de IA — que ferramentas estão aprovadas, que usos estão proibidos — e coloca-a ao alcance de toda a equipa, sem depender de e-mails.
Formar toda a equipa: com Aprendizado, cria o curso de literacia em IA que o artigo 4.º exige, com conteúdo, avaliação de compreensão e acompanhamento da conclusão por colaborador, área ou localização, sem depender de plataformas externas de e-learning.
Demonstrar o cumprimento: com Documentos, cada colaborador assina eletronicamente a política de IA e a confirmação de conclusão da formação. Com Arquivo Digital de Funcionários, essa prova fica centralizada e pronta para auditoria. E a partir de Insights, o RH visualiza em tempo real quem concluiu a formação e quem falta: o relatório que qualquer autoridade de supervisão, incluindo a ANACOM, vai pedir.
Estas funcionalidades fazem parte das soluções de Comunicação Interna, Desenvolvimento de Talentos e Gestão de RH da Humand.
A sua empresa è transparente no uso de IA?
Se quase toda a sua equipa já usa IA sem que a empresa saiba, a pergunta não é se há shadow AI na sua empresa, mas quanta. Estamos a preparar o Quiz de Transparência em IA da Humand, um autodiagnóstico rápido para medir em minutos o quão preparada está a sua empresa face às obrigações de transparência do AI Act. Receberá por email um plano de ação em 5 fases para cumprir os requisitos de transparência, formação e rastreabilidade exigidos. Faça o quiz aqui
Perguntas frequentes sobre o AI Act e a literacia em IA
O que é o shadow AI?
É o uso de ferramentas de IA no trabalho sem que a empresa o autorize, controle ou tenha formado os colaboradores para tal. Em Portugal, 94,8% dos profissionais já usaram IA no trabalho e 73,1% fazem-no semanalmente.
Basta proibir o uso de IA na minha empresa?
Não. A adoção de IA generativa continua a crescer apesar de qualquer proibição interna. O AI Act não pede para proibir a IA, mas para a gerir: definir o que é permitido, formar a equipa e ficar com prova de que isso foi feito.
O que é a literacia em IA segundo o AI Act?
É a capacidade de usar a IA de forma informada, compreendendo o seu potencial, riscos e implicações éticas, sociais e legais. O artigo 4.º obriga as empresas a garantir esse nível de conhecimento junto dos seus colaboradores, sem exceções por dimensão ou setor.
O que acontece se a minha empresa não cumprir?
O AI Act delega em cada Estado-Membro a definição das sanções. Em Portugal, a ANACOM passa a ter poderes plenos de fiscalização e sanção a partir de 2 de agosto de 2026.
O AI Act já está em vigor, e o shadow AI já está na sua empresa, quer o saiba quer não. A pergunta não é se vai ter de comunicar, formar e documentar o uso de IA na sua equipa, mas sim se o vai fazer a tempo e com prova real. Agende uma demonstração com a Humand e transforme a literacia em IA da sua organização de um risco escondido num processo demonstrável.
